sábado, 12 de setembro de 2009
HORAS QUE PASSAM
Via de regra, tenho aberto os poemas de Homero e procurado encontrar ali mais do que as palavras me dizem, e tenho cada vez mais a clareza de aquele mundo em que os antigos gregos viviam era justificado pelos cantos desse velho poeta cego. Com isso quero apenas dizer que quando lemos a Ilíada em voz alta, como penso que ela deva ser lida, compreendemos melhor que a poesia será sempre nosso grande desafio. Enquanto nos aproximamos cada vez mais da morte do homem, da perda de sua humanidade, não posso deixar de confessar que do fundo de meu peito surge uma esperança sempre renovada de que ainda podemos criar um novo sentido para a vida... um sentido muito diferente deste mundo que se nos apresenta em linha reta: temos o domínio digital, mas nos esquemos do encantamento da palavra; a tecnologia é sempre renovada pela nossa inteligência, mas quanta sabedoria nos falta para colocar desafios mais autênticos e justificáveis para atingirmos. Diante deste mundo de brinquedos tecnológicos e da redução de nossa inteligência a uma razão meramente instrumental, leio o meu Homero, para renovar as minhas esperanças de um mundo mais poético, mais sublime, mais encantador...
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Casa velha

esta é a casa que meus pais moraram no início dos anos 60
Cabela de Homem

esta é prima da minha obra. Eu a concebi numa noite em que a lua estava tão amarela que parecia o Sol... ela é filha da noite... sem lâmpadas.
Josemar

Este é o josemar, escultura em argila. A miniatura em sua testa fiz somente para a fotografia, com macinha de modelar
Figueira

pintado por mim em 05/01/2007
O cinturião de Rembrandt

eis o guardião de minha morada
detalhe

Cacilda

produzi esta escultura em 2000